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12 de fevereiro de 2024

Expropriações para evitar o abate de árvores!!!

Não, não foi durante o PREC, foi durante o Estado Novo. A importância do arvoredo era tal que chegou a justificar expropriações por parte da JAE.

Plátanos frondosos que a JAE expropriou para evitar o seu abate (EN 10 Vila Nogueira de Azeitão...), é a legenda da fotografia da página 10 do livro Arborização de Estradas.

Décadas passadas, em democracia, assistimos ao delapidar impiedoso dum património arbóreo que já  escasseia.

in: Arborização de Estradas, JAE - 1962, pág.10

EN 114 após intervenção da IP, verão de 2023

11 de fevereiro de 2024

Da JAE à IP

No âmbito das pesquisas que temos feito para tentar perceber a importâncias das árvores de beira de estrada ao longo dos tempos, deparámo-nos com algumas pérolas produzidas pela JAE, a Junta Autónoma das Estradas, antecessora da Infraestruturas de Portugal. - Arborização das Estradas, Espécies Apropriadas ao Ribatejo - 1947Arborização de Estradas - 1962As Estradas e o Ambiente (Banda desenhada). Disponíveis para consulta em linha.

Do tempo em que nas estradas se procurava conciliar ambiente
  e desenvolvimento.             in: As Estradas e o Ambiente - JAE

Verifica-se o que sabíamos, ao longo de décadas foi reconhecida a importância e o valor das árvores para as estradas, justificando investimento em plantações, manutenção e divulgação.

Atualmente, depois de longo abandono, apesar  do conhecimento disponível, do direito à informação e participação reconhecidos, da crise climática e das temperaturas recorde,  é a sanha destruidora sem justificação nem critério credível. Corta-se porque sim e corta-se porque não.

Quantos milhares de árvores a tecnocracia economicista já nos levou?