Vários órgãos de comunicação social têm feito eco das denúncias e preocupações de Folhas Erguidas: a intenção da IP de cortar os grandes eucaliptos de Alcanede - Portal de Alcanede, Mais Ribatejo - os pedidos de classificação e o levantamento e caracterização dendrológica das grandes árvores da Srª da Luz - Mais Ribatejo, Gazeta das Caldas, ou a mutilação da azinheira monumental de Outeiro de Alfazema - O Templário.
11 de abril de 2024
24 de outubro de 2023
As árvores da EN362 sob a mira da IP
Em setembro de 2021 a IP afixou informação dizendo que iria abater as árvores existentes nas bermas da estrada nacional 362. Eram mais de 150 árvores, entre elas sobreiros, carvalhos e azinheiras. Passado este tempo as árvores continuam lá, tinham-se esquecido que para abater árvores de espécies protegidas era necessária autorização do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, sem essa autorização até as grandes empresas incorrem em crime ambiental.
O argumento, à época, era o da criação, ao longo da estrada, de uma Faixa de Gestão de Combustível como forma de contenção de incêndios. Os argumentos valem o que valem; o certo é que quem circulou nesta estrada, ao longo de todo o verão, viu que apesar das altas temperaturas e do elevado risco de incêndio, as bermas da estrada não tiveram qualquer limpeza e passaram o verão cheias de ervas e lixo. Parece que para a IP as árvores são um risco maior para a propagação dos incêndios, enquanto a erva seca e lixo que se acumula nas valetas, ou os eucaliptos que crescem até junto à estrada, não representam perigo que justifique a sua remoção. Será que podemos mesmo acreditar que a motivação da IP era a nossa segurança? Continuar a ler
This work is licensed under Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International
